Central telefônica do Samu recebeu, em média, mais de 60 trotes por dia em 2018

Central telefônica do Samu recebeu, em média, mais de 60 trotes por dia em 2018
Números são de janeiro a novembro e somaram 20,4 mil falsas chamadas no período. Entidade diz que ‘brincadeira’ prejudica eficiência do serviço de urgência. Samu recebe cerca de duas mil chamadas falsas por mês em 2018

Estevam Eliel/Arquivo G1

Com 20,4 mil falsas chamadas de janeiro a novembro do ano passado – média de 61 por dia – o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) do Amapá contabiliza prejuízos financeiros e de eficácia com os trotes, que registraram aumento de 11,13% em relação ao mesmo período de 2017

As informações são da coordenadoria estadual da unidade que orienta a população a não ligar indevidamente para o número 192. Os principais responsáveis são crianças, mas também a corporação já identificou adultos fazendo os trotes, principalmente de falsos acidentes.

De acordo com Ademar Rodrigues, chefe do Samu, as chamadas falsas acontecem, na maioria, em horários específicos: a partir de 12h, no fim de tarde e durante a madrugada.

“Não se trata de uma brincadeira de crianças, muitos vezes são adultos que ligam. Já tivemos, inclusive, casos de agentes que se acidentaram ao sair para o atendimento de chamadas falsas” lembrou.

Ademar Rodrigues, coordenador do Samu estadual

Estevam Eliel/Arquivo G1

Quando a equipe sai na ambulância para atender um chamado falso, o deslocamento representa desperdício aos cofres públicos e deixa sem assistência alguém que realmente possa estar precisando de socorro.

“Com tantos trotes, nossos servidores já têm uma certa experiência em identificá-los, mas os que acabam passando, resultam no deslocamento de uma equipe para prestar socorro a um chamado falso. Quando isso acontece, quem realmente precisa ser socorrido, infelizmente, corre risco de morte”, lamentou Ademar.

Para tentar reduzir os casos, o Samu busca conscientizar a população através de campanhas educativas, com o objetivo de alertar do risco de real das falsas ligações, que resultaram até em morte de membros da segurança pública durante os deslocamentos.

Uma das ações de combate é o projeto “Alozinho” criado em 2011 em homenagem a bombeiro militar Patrícia Gonçalves Façanha, morta num acidente no caminhão da corporação enquanto se deslocava para atender a uma falsa chamada de incêndio, em 6 de janeiro de 2006.

A morte da oficial resultou na criação da lei que implementou o projeto Alozinho, no qual ocorrem campanhas educativas em cidades, comunidades e escolas, visando orientar as pessoas sobre chamadas falsas. A maioria é de telefones públicos para evitar a identificação.

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Fonte: G1

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