Iniciada em 2015, reforma do Mercado Central de Macapá entra no 4º ano e recebe novo prazo

Iniciada em 2015, reforma do Mercado Central de Macapá entra no 4º ano e recebe novo prazo
Obra que passou por paralisação judicial e falta de repasse deve ser finalizada em 23 de abril de 2019, prevê prefeitura. Obra iniciou em 2015 e segue sem previsão de retomada

Carlos Alberto Jr/G1

Os trabalhadores que ocupam o entorno do Mercado Central de Macapá estão desesperançosos para uma entrega breve dos serviços de ampliação e revitalização do espaço iníciados no fim de 2015. Entre várias paralisações, as obras haviam reiniciado em fevereiro de 2018 e o espaço seria entregue até o fim do ano passado, mas não aconteceu.

Até dezembro, o Programa Calha Norte, do Governo Federal, liberou cerca de R$ 2,75 milhões para o espaço, um dos mais tradicionais da capital e inaugurado na década de 1950. O custo inicial era de quase R$ 2 milhões, mas teve um acréscimo de mais R$ 750 mil.

De acordo com a Secretaria Municipal de Obras (Semob), a obra passou por diversas paralisações motivadas por falta de repasse do convênio federal e também por uma auditoria que investigou suspeitas de irregularidades na reforma.

As inconsistências não foram encontradas, segundo a prefeitura, que prevê para 23 de abril de 2019 a finalização da obra, que contemplará a revitalização dos boxes, dos espaços e a abertura de um segundo andar e da área externa, que pode aumentar a capacidade de público e empreendedores.

“Após o início das obras de reforma, houve uma paralisação judicial para que se fizesse supostas irregularidades na licitação. Essa paralisação durou um ano, mas observou-se que não havia nada errado”, esclareceu David Covre, titular da Secretaria Municipal de Obras (Semob).

São anos de espera e mesmo para quem trabalha há mais de três décadas no local, a demora na entrega do espaço é danosa. Esse é o caso de Astrid Caldas, que vende temperos e produtos naturais dentro do Mercado Central. Ela conta que, ano após ano, a clientela vai caindo.

“A gente tinha esperança que em 2016 já tínhamos um lugar bom para trabalhar, mas a cada ano, tudo piora. A situação é de abandono, mesmo esse sendo um espaço tradicional da cidade. Os clientes que tenho hoje são os antigos, porque novos nem tem como”, contou, indignada.

Astrid Caldas diz que obra parada prejudica vendas em pontos comerciais

Carlos Alberto Jr/G1

A vendedora conta que teme não consiga arcar com as contas caso a clientela diminua ainda mais. Ela também ressalta que não quer ter que abandonar o espaço, assim como outros colegas.

“Muita gente teve que sair daqui, mesmo não querendo, mas eles tinham que se sustentar. Eu não quero isso, mas está cada vez mais difícil quando não olham para os trabalhadores desse lugar que é tão importante para a cidade”, lamentou.

Com tantos problemas e indefinições, há quem escolheu trabalhar no lugar, como Cidnei Vaz, que há cerca de dois anos vende refeições dentro das dependências do Mercado Central.

“Comecei o empreendimento ciente do problema e já sabendo que essa obra não será entregue tão cedo. É triste, porque isso melhoraria as nossas condições de trabalho, assim como resgataria o turismo nesse, que deveria ser um dos cartões postais da cidade”, disse.

Serviços de ampliação e revitalização reiniciaram em fevereiro de 2018

Nayana Magalhães/PMM

Protesto

Após tantos prazos não cumpridos, os vendedores chegaram a “comemorar” o atraso para a entrega da obra por duas vezes. Com direito a bolo, refrigerante e parabéns, eles queriam chamar a atenção do poder público por meio deste protesto satírico.

O primeiro aconteceu em setembro de 2017, no dia que o prédio completou 64 anos de fundação e segundo em fevereiro de 2018, dessa vez cobrando a conclusão da obra.

O secretário de obras acrescentou ainda que após as paralisações uma nova planilha precisou ser feita para incluir itens que não estavam no projeto inicial. Ele destacou também o cuidado com o local, já que a estrutura original tem mais de meio século.

“Foi refeito, planilha, cronograma e ficou para o fim de 2018. Mas aí precisou se fazer serviços que não estavam no projeto inicial de reforma. Itens que foram aparecendo ao longo da obra”, completou David Covre.

Protesto teve “parabéns” e corte de bolo, distribuído entre os participantes

Jéssica Alves/Arquivo G1

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Fonte: G1

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